Desvio da BR-101 gera nuvem de poeira visível a quilômetros em distrito e afeta saúde de moradores


A interdição da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, no km 661 da BR-101, há oito meses, tem causado transtornos à população do distrito de Santa Maria Eterna, em Belmonte. O prefeito Iêdo Elias (PSD) demonstrou insatisfação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), diante da falta de medidas para reduzir os impactos do desvio implantado na região.

Desde que o tráfego foi redirecionado, cerca de 76 quilômetros passaram a ser utilizados como rota alternativa, dos quais apenas 22 km são pavimentados. O trecho passa praticamente dentro da comunidade e registra tráfego constante de carretas, ônibus e outros veículos pesados, provocando uma densa nuvem de poeira, visível a qualquer hora do dia e até mesmo a quilômetros de distância. Segundo a prefeitura, unidades de saúde da região têm recebido moradores com quadros respiratórios agravados por essa condição.

Ministro Renan Filho assina ordem de serviço para construção de nova ponte sobre o Rio Jequitinhonha

Iêdo Elias esteve em Salvador para solicitar o asfaltamento emergencial do trecho, mas não houve avanço. A única medida oferecida foi a disponibilização de um veículo para molhar a via, o que, segundo ele, não atende à gravidade da situação.

“Não resolveu nada. O que o DNIT fez foi ceder à prefeitura um carro-pipa. Só que quando chove a estrada vira um atoleiro. E se fizer três, quatro dias sem chuva, fica uma poeira que ninguém suporta”, afirmou o prefeito em entrevista ao Bahia Notícias, ao classificar a atuação do órgão como “omissa” e “insuficiente”.

Ponte sobre o Rio Jequitinhonha segue com restrição para veículos acima de cinco toneladas

OBRA AUTORIZADA AINDA NÃO COMEÇOU – O Ministério dos Transportes autorizou, no fim de julho, a construção de uma nova ponte no local, com investimento previsto de R$ 104,7 milhões e prazo de entrega de até 12 meses. Apesar da assinatura da ordem de serviço, as obras ainda não começaram. A execução incluirá também um deslocamento no traçado da rodovia, o que pode gerar custos adicionais.

Enquanto isso, a ponte antiga segue operando com sensores e restrições para veículos acima de cinco toneladas, o que obriga o uso do desvio pela comunidade.



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