
O prefeito de Itanhém, Milton Ferreira Guimarães (PSB), conhecido como “Bemtivi”, foi alvo de vaias na noite do último sábado (10) durante seu discurso no EIBU — Encontro Irmanado de Batinguenses e Umburanenses, evento cultural e tradicional realizado no distrito de Batinga, no extremo sul da Bahia.
O encontro, que faz parte do calendário cultural e social da comunidade e acontece de 9 a 11 de janeiro de 2026, reúne moradores, visitantes e filhos da terra ausentes que retornam para rever familiares, amigos e celebrar suas raízes. A programação inclui shows de atrações regionais e nacionais, como Babado Novo, Kit Ilusão, Edvânia Sousa, Thiago Stuart, Geo Paiva e Felipe Oliveira, entre outras bandas locais, atraindo grande público para o distrito.
EIBU: tradição e identidade
O EIBU — cujo nome significa Encontro Irmanado de Batinguenses e Umburanenses — é uma festa bienal que ocorre no mês de janeiro dos anos pares e tem como objetivo fortalecer os laços comunitários entre as comunidades de Batinga (BA) e Umburaninha (MG), cidades situadas às margens do rio Umburana, que divide os dois estados.
Considerado um dos eventos mais aguardados do verão local, o EIBU impulsiona o comércio, o turismo e as manifestações culturais, além de servir como plataforma de reencontros e celebrações das tradições regionais.
Vaias e reação do público
Durante seu discurso, proferido diante de centenas de moradores e visitantes, o prefeito Bemtivi foi vaiado por parte da plateia — especialmente ao comentar um anúncio sobre a pavimentação de um trecho da BA-290 que liga Itanhém a cidade mineira de Bertópolis. O gestor afirmou que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, teria se comprometido a assinar a ordem de serviço até fevereiro de 2026 para concluir os 22 km restantes da rodovia. A reação negativa foi imediata. Apesar das vaias, o discurso não foi interrompido e a programação do evento transcorreu normalmente até seu encerramento.
Até o momento, não houve um pronunciamento oficial do prefeito sobre a manifestação, e não foram registrados tumultos ou interrupções formais na programação. Alguns presentes interpretaram as vaias como reflexo de insatisfação com a atuação política do gestor na região.
Repercussão nas redes sociais e entre moradores
O episódio das vaias repercutiu nas redes sociais e entre integrantes das comunidades envolvidas, reacendendo debates sobre a relação do governo municipal com a população e sobre o andamento de obras de infraestrutura na região. Para muitos, o momento revelou um ambiente de expectativa e críticas que vão além da festa em si.
Enquanto isso, o EIBU segue sendo um marco cultural para os batinguenses e umburanenses, reforçando o sentimento de pertencimento e identidade que une essas comunidades há décadas.
Por: Sessé Guimmas / MDD
Fonte: Medeiros Dia Dia














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