Rifa para exame urgente expõe falta de assistência e cobrança direta ao prefeito Tonzinho e ao secretário de Saúde de Lajedão



O drama vivido por uma senhora de 62 anos, escancara uma realidade preocupante em Lajedão: uma paciente com exame médico urgente depende de rifa solidária para tentar sobreviver.

O procedimento, segundo a família, custa entre R$ 5 mil e R$ 9 mil e é fundamental para avaliar o avanço da doença e definir o tratamento. O exame não pode esperar. Cada dia de atraso pode significar agravamento do quadro clínico.

Viúva de pastor e moradora há 16 anos em Lajedão e conhecida na região, a senhora agora enfrenta uma corrida contra o tempo. Sem resposta efetiva do poder público, a família colocou à venda 400 números de rifa, ao valor de R$ 20, tendo como prêmio um notebook Asus.

A pergunta que a população faz é clara: por que uma cidadã precisa vender rifa para ter acesso a um exame urgente?

COBRANÇA DIRETA AO PREFEITO E AO SECRETÁRIO

É necessário um posicionamento público e imediato do prefeito Ariston Almeida Passos Filho, o Tonzinho. A gestão municipal não pode permanecer em silêncio diante de um caso de urgência que mobiliza toda a cidade.

Também é urgente que o secretário municipal de Saúde de Lajedão venha a público esclarecer:

  • Por que o exame não foi viabilizado pela rede pública?
  • Qual a situação da regulação e da fila de exames?
  • Quais medidas serão adotadas para que outros moradores não passem pelo mesmo sofrimento?

A chamada “fila do SUREM”, frequentemente alvo de críticas da população, volta ao centro do debate. Moradores relatam demora excessiva para exames e procedimentos essenciais, enquanto pacientes aguardam sem prazo definido.

Em um ano de eleições para governador da Bahia, a saúde pública precisa deixar de ser discurso e se transformar em ação concreta. Não se trata de política partidária, mas de responsabilidade administrativa e compromisso com vidas.

COMO AJUDAR

Enquanto o poder público não se manifesta, a família segue pedindo apoio da comunidade:

A situação dessa senhora é um alerta. A população de Lajedão merece respostas, agilidade e respeito. E a gestão municipal precisa se posicionar — com urgência.

Por: SESSÉ GUIMMAS / MDD



Fonte: Medeiros Dia Dia