Morte por hantavírus é confirmada em Minas; doença não tem vacina



A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus registrada no Brasil em 2026. A vítima foi um homem de 46 anos, morador da cidade de Carmo do Paranaíba, que teria mantido contato com roedores silvestres em uma área de lavoura.

O óbito ocorreu em fevereiro deste ano, e a infecção foi confirmada após exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias. Segundo as autoridades de saúde, trata-se de um caso isolado, sem ligação com outros registros recentes da doença.

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Entre os principais sintomas da hantavirose estão febre, dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e pressão baixa. A doença pode evoluir rapidamente e, atualmente, não existe vacina nem tratamento específico contra o vírus.

Enquanto isso, autoridades internacionais acompanham um surto suspeito da doença envolvendo o navio polar MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions. A embarcação ficou retida em Cabo Verde, na África, antes de seguir viagem para as Ilhas Canárias.

Pelo menos três mortes já foram registradas entre passageiros do cruzeiro, que partiu da cidade de Ushuaia no dia 1º de abril com 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo. Outros passageiros seguem internados em estado grave, enquanto equipes de saúde investigam onde ocorreu a possível contaminação.

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos confirmados no Brasil não possuem qualquer relação com o episódio internacional monitorado pela Organização Mundial da Saúde. Em 2025, o país registrou 35 casos da doença. Já em 2026, até o momento, sete casos foram confirmados.

Por se tratar de uma doença grave e de rápida evolução, a hantavirose é considerada de notificação compulsória imediata. Isso significa que qualquer caso suspeito deve ser comunicado às autoridades de saúde em até 24 horas.

Por: MDD



Fonte: Medeiros Dia Dia