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Tudo sobre Estados Unidos
Tudo sobre TikTok
A transição de gestão do TikTok nos Estados Unidos tem sido conturbada. Além da rede social “quebrar” logo após ter sido vendida para investidores americanos, a plataforma foi alvo de críticas sobre censura de conteúdo. E uma mudança recente em sua política de privacidade causou polêmica.
O acordo com o grupo liderado pela Oracle encerrou um impasse jurídico de anos. Mas gerou uma crise de desconfiança entre usuários. Um dos efeitos imediatos disso foi redes sociais alternativas, como o Upscrolled, começarem a ganhar espaço. Além disso, o governo da Califórnia começou a investigar se houve direcionamento ideológico do algoritmo sob o controle dos novos proprietários americanos.
Falhas e suspeitas abalam a base de usuários do TikTok nos EUA
O TikTok vem sendo alvo de escrutínio após a criação de uma entidade nos EUA, a TikTok USDS Joint Venture. Investidores no novo empreendimento, majoritariamente americano, incluem a Oracle (de Larry Ellison, aliado do presidente dos EUA, Donald Trump), o grupo de private equity Silver Lake e a MGX, de Abu Dhabi (capital dos Emirados Árabes Unidos).
Uma usuária do TikTok identificada como Julia, cuidadora de 32 anos que mora em Washington, disse ao Guardian que apagou o TikTok assim que soube do novo acordo da empresa. “Confio na Oracle e no Ellison tanto quanto confio em comer um hambúrguer cru num dia quente de verão”, disse.
Após agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) matarem Alex Pretti, em 24 de janeiro, alguns criadores de conteúdo disseram temer a supressão pelo TikTok de vídeos com críticas à agência federal.
A comediante Meg Stalter disse, num post no Instagram, que não conseguiu postar no TikTok um vídeo no qual incentivava cristãos a se posicionarem contra as táticas do ICE. Em resposta, ela decidiu deletar o aplicativo. “[O TikTok] está sob nova direção e estamos sendo completamente censurados e monitorados”, escreveu. Aliás, a média diária de usuários dos EUA que apagaram o aplicativo aumentou 195% entre 22 e 28 de janeiro, na comparação com os 90 dias anteriores, segundo dados da Sensor Tower, empresa de inteligência de mercado.
Vale mencionar: o governador da Califórnia, Gavin Newsom (democrata), anunciou uma investigação para apurar se o TikTok tem suprimido conteúdos com críticas relacionadas a Trump (republicano).
O novo acordo do TikTok veio acompanhado de mudanças nos termos e condições do app. Muitos usuários de redes sociais demonstraram preocupação com trechos dos termos e condições que detalham os tipos de dados que o TikTok pode coletar, incluindo “origem racial e étnica” e “vida sexual ou orientação sexual, status como transgênero ou não binário, cidadania ou situação imigratória, ou informações financeiras”.
Essa linguagem já existia na versão anterior dos termos da plataforma, atualizada em 2024. Mas um ponto novo é o reconhecimento explícito de que o TikTok coleta dados de localização precisa (a menos que o usuário desative isso), segundo o Mashable.
A venda pela ByteDance foi concluída em 22 de janeiro. Nos dias seguintes, uma forte tempestade de neve atingiu data centers da Oracle usados pelo TikTok, o que “crashou” a plataforma por um tempo. Usuários relataram que não conseguiam publicar vídeos ou que os conteúdos recebiam zero visualizações.
O TikTok e a Oracle atribuíram os problemas a queda de energia ligada ao clima extremo, mas a explicação veio só depois de muita pressão pública. Embora seja improvável que o TikTok desapareça, a estreia turbulenta sob controle americano deixou a plataforma mais vulnerável a novas controvérsias, de acordo com o Guardian.
Fonte: Internet e Redes Sociais – Olhar Digital














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