Governo vai conceder seis rodovias com contratos ‘enxutos’ em 2025; veja as estradas em estudo

O governo federal pretende conceder seis rodovias ao setor privado com contratos mais “enxutos” no segundo semestre de 2025 –um modelo que tem sido chamado de “inteligente”, ou “light”.

As estradas em estudo ficam na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A informação é do secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, em entrevista ao g1.

Para atrair os investidores, o governo quer facilitar essas concessões:

  1. reduzindo as obrigações contratuais
  2. demandando menos investimentos, e
  3. prometendo um retorno mais rápido.

O prazo de concessão também deve ser menor em relação aos contratos convencionais.

Por isso, as concessões estudadas para leilão em 2025 têm duas características em comum: são estradas com fluxo menor de veículos, mas com transporte de carga relevante.

Isso, segundo Santoro, deve aumentar sua atratividade para o setor privado e proporcionar tarifas de pedágio menores.

Veja as rodovias estudadas:

  • BR 393 no Rio de Janeiro
  • BR 356 e a rodovia estadual 240/RJ
  • BR 242 na Bahia (vários lotes)
  • BR 101 na Bahia (vários lotes)
  • Rodovias de Santa Catarina (vários lotes)
  • BR 040 em Goiás
  • BR 262 em Minas Gerais e Espírito Santo
Rodovias em estudo para concessão — Foto: Arte g1

Rodovias em estudo para concessão — Foto: Arte g1

A BR-356 está em estudo para ser concedida junto à rodovia estadual RJ-240 –por meio de um convênio entre o governo federal e o estado do Rio de Janeiro.

As duas estradas são um corredor importante para escoamento de carga, conectando o Porto do Açu (RJ) a Minas Gerais.

Além delas, a BR-393, conhecida como “Rodovia do Aço”, também tem esse perfil. A rodovia está em processo de cassação do contrato com a atual operadora e, resolvida a pendência, pode entrar no pacote de concessões do governo.

“São rodovias desse tipo [que serão cedidas agora], que têm carga, que conectam logisticamente a seguimentos importantes, como é o caso ali [da BR-356]”, declarou Santoro.

Contratos ‘enxutos’

Ao enxugar os contratos, as empresas não vão ter a obrigação de manter reboques e ambulâncias em caso de incidentes nas rodovias.

Os recursos vão estar disponíveis, mas serão pagos pelos próprios proprietários ou pelas seguradoras dos veículos.