Reconstrução da ponte deve custar R$ 70 milhões e começar em junho, diz ministro


Durante agenda em Feira de Santana, nesta segunda-feira (19), o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que espera iniciar em junho as obras de reconstrução da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, no extremo sul baiano.

Segundo ele, o recurso de aproximadamente R$ 70 milhões já foi autorizado pelo presidente Lula. O prazo de conclusão ainda não foi definido pelo Dnit, mas a expectativa é que os trabalhos comecem no mês que vem.

Durante o evento, a deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD) cobrou agilidade e relatou ao ministro a gravidade da situação.

“As empresas e as prefeituras vão quebrar. Pessoas vão morrer. Pacientes não conseguem se deslocar para fazer seus exames fora do domicílio — tratamento de câncer, coração… Então, estou aqui pedindo, em nome dos prefeitos do extremo sul da Bahia, de todos os deputados: urgência”, afirmou a deputada do PSD.

A parlamentar também demonstrou preocupação com a economia. Além do impacto nas festas juninas, que movimentam o comércio em diversos municípios, ela citou que empresas já sentem os efeitos da crise e há temor de demissões.

“A gente vê a aproximação de um período de festa, as pessoas e empresas se preparando, há investimentos nas festividades, que fazem parte da nossa cultura. Já há postos de combustíveis fechando, empresas tentando segurar para não demitir. É um caos”, alertou.

Ao lado da deputada, o ministro informou que o governo vai atuar para manter a trafegabilidade do desvio, dentro dos limites que a estrada permite.

“Vamos viver um período com alguma dificuldade em virtude do deslocamento do tráfego, mas estamos todos empenhados em minimizar todos os efeitos negativos na região. O governo federal já determinou a reconstrução da ponte para que a gente resolva definitivamente esse problema”, disse Renan Filho.

Cláudia Oliveira cobra ações a Renan Filho sobre a ponte do Jequitinhonha

O ministro também informou que a ponte pode ser liberada provisoriamente para veículos leves, enquanto as obras da nova estrutura não começam. Testes de carga estão sendo realizados para avaliar essa possibilidade.

“Estamos há três meses no trecho, estudando diariamente a movimentação da ponte. Se houver segurança, nós vamos liberar. Se não houver, nós vamos falar a verdade para as pessoas. Não adianta arriscar vidas. A gente tem que fazer o que é necessário, mesmo que a solução não seja a mais fácil”, declarou.

Já são 16 dias sem passagem de veículos pela ponte. O tráfego foi desviado para rotas alternativas, mas muitos trechos estão tomados por lama. Veículos atolam, tombam e enfrentam dificuldades para seguir viagem. Empresas de ônibus suspenderam horários e redirecionaram linhas, afetando diretamente o transporte de passageiros e gerando prejuízos logísticos em todo o país.



WhatsApp do Radar News: