Rayan de Souza Neves, conhecido como Rayan, foi preso nesta quarta-feira (28), na cidade de Serra (ES). Operação apreendeu mais de 3 kg de drogas e teve bloqueio judicial de aproximadamente R$ 3 milhões.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, a Operação Divisa Sul, que resultou na prisão de 11 pessoas investigadas por envolvimento com uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atuação no município de Itanhém, no extremo sul da Bahia.
Entre os presos está Rayan de Souza Neves, conhecido como Rayan, apontado como o principal suspeito de comandar o tráfico de drogas na cidade de Itanhém. Segundo informações complementares repassadas à reportagem, ele foi localizado e preso nesta quarta-feira (28), no município de Serra, no Espírito Santo, durante a operação policial.
Rayan de Souza já era conhecido das autoridades policiais e havia sido preso anteriormente, em 4 de julho de 2024, também na cidade de Serra, durante uma ação conjunta das polícias civis da Bahia e do Espírito Santo.
Na ocasião, ele foi apontado como uma das principais lideranças do tráfico de entorpecentes em Itanhém, sendo investigado por supostas ligações com a facção criminosa Bonde do Maluco (BDM), que possui atuação em diferentes municípios baianos, incluindo Eunápolis.
A nova prisão de Rayan, ocorrida nesta quarta-feira, representa mais um desdobramento das ações de combate ao crime organizado na região.
Mais de 3 kg de drogas apreendidos
A Operação Divisa Sul foi realizada simultaneamente nos estados da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais, mobilizando equipes de diferentes forças de segurança.
Ao todo, foram presos sete homens e quatro mulheres, com idades entre 18 e 34 anos.
As prisões aconteceram em Itanhém e Itabuna, na Bahia; Serra, no Espírito Santo; e Bertópolis, em Minas Gerais.
Durante as diligências, os policiais apreenderam mais de 3 quilos de drogas, entre maconha e cocaína, conforme informações complementares repassadas à reportagem. A nota oficial da Polícia Civil também registra a apreensão de porções de maconha e crack.

Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e temporária, além de duas prisões em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Uma das pessoas presas por mandado judicial também foi autuada em flagrante.
Investigação começou em agosto de 2024
De acordo com a Polícia Civil, as investigações que deram origem à Operação Divisa Sul tiveram início em agosto de 2024 e identificaram indícios da existência de uma organização criminosa responsável pela comercialização de entorpecentes em Itanhém.
As apurações apontaram que integrantes do grupo, mesmo residindo em outros municípios e estados, continuavam participando do gerenciamento das atividades criminosas e da administração financeira do esquema.
O objetivo da operação foi desarticular a estrutura operacional e financeira da organização, interrompendo o gerenciamento do tráfico de drogas no município.
Justiça autoriza bloqueio de R$ 3 milhões
Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 3 milhões em ativos financeiros relacionados às atividades ilícitas investigadas.
A medida busca impedir a movimentação de recursos suspeitos e enfraquecer financeiramente a organização criminosa.
Dois investigados continuam foragidos
Apesar das 11 prisões realizadas, dois investigados não foram localizados durante as diligências. Um deles era procurado em Salvador, na Bahia, enquanto o outro era alvo das buscas em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
Ambos são considerados foragidos, e as investigações continuam para localizá-los.
Operação mobilizou forças policiais de vários estados
A Operação Divisa Sul foi coordenada pela Delegacia Territorial de Itanhém e pela 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (8ª Coorpin), com sede em Teixeira de Freitas.
A ação contou ainda com equipes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), da Polícia Militar da Bahia, da Polícia Militar do Espírito Santo, da Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Polícia Militar de Minas Gerais.
As investigações prosseguem para esclarecer a participação individual dos envolvidos e identificar possíveis outros integrantes do esquema criminoso.
Fonte: Polícia Civil da Bahia (Ascom-PCBA), com informações complementares repassadas à reportagem.
Por: SESSÉ GUIMMAS / MDD
Fonte: Medeiros Dia Dia














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