Suspeito de homicídio em Medeiros Neto é preso por mandado de prisão temporária e confessa autoria, segundo a Polícia Civil



Clériston Ferreira dos Santos, conhecido como “Adriano”, já havia sido conduzido após o crime e posteriormente liberado; nesta segunda-feira (28), ele foi preso por força de mandado de prisão temporária

A Polícia Civil da Bahia cumpriu, na tarde desta segunda-feira, 28 de setembro, um mandado de prisão temporária contra Clériston Ferreira dos Santos, conhecido como “Adriano”, investigado pelo homicídio de Jonas Silva dos Santos, de 18 anos, conhecido como “Zói de Gato”, e pela tentativa de homicídio contra Raylan Mercês Pereira, o “Bidu”.

Os crimes ocorreram na noite de sábado, 19 de setembro, por volta das 20h, na Rua Horácio Evangelista, no bairro Planalto II, em Medeiros Neto.

O crime

Conforme as informações apuradas na ocasião, Jonas estava em uma residência acompanhado de Raylan, onde estaria fazendo uma tatuagem, quando um homem chegou ao local.

Segundo relatos de testemunhas, o autor teria ordenado que outras pessoas se afastassem e, em seguida, efetuado diversos disparos de arma de fogo contra Jonas e Raylan.

Jonas, conhecido como “Zói de Gato”, foi atingido e morreu no local. Já Raylan, o “Bidu”, foi baleado, mas conseguiu escapar pulando o muro da residência. Ele posteriormente deu entrada no Hospital Municipal de Medeiros Neto com ferimentos no ombro direito, na perna direita e no punho esquerdo.

De acordo com informações registradas pela 44ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), seis cápsulas de calibre .380 foram encontradas no local do crime.

Testemunhas apontaram “Adriano” como suspeito

Ainda na noite do crime, moradores teriam apontado Clériston Ferreira dos Santos, conhecido como “Adriano”, como o responsável pelos disparos.

Raylan também teria indicado Clériston aos policiais como autor do ataque e apresentado uma possível motivação.

Segundo a versão relatada à Polícia Militar, no mês anterior ao crime, Raylan e Jonas teriam agredido Clériston com pauladas. A partir dessa informação, surgiu a suspeita de que o ataque pudesse ter sido motivado por vingança. A possível motivação passou a integrar as circunstâncias investigadas pela Polícia Civil.

Suspeito foi localizado e conduzido após o crime

Após colher as primeiras informações, policiais militares da 44ª CIPM realizaram diligências e localizaram Clériston quando ele chegava à sua residência.

Naquela ocasião, conforme o registro policial, ele afirmou que estava em um bar no momento do crime. A arma utilizada nos disparos não foi localizada.

Diante das informações reunidas, Clériston foi conduzido pela Polícia Militar e apresentado na Central de Flagrantes, na sede da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (8ª Coorpin), em Teixeira de Freitas.

Após os procedimentos realizados naquele primeiro momento, ele foi liberado. A investigação, entretanto, teve continuidade sob responsabilidade da Polícia Civil.

Polícia Civil pediu prisão temporária

Com o avanço das investigações, realização de diligências e oitivas, a autoridade policial representou à Justiça pela decretação da prisão temporária do investigado.

O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário, que expediu o Mandado de Prisão Temporária nº 8001269-05.2026.8.05.0165.01.0001-24.

Na tarde desta segunda-feira (28), policiais civis da Delegacia Territorial de Medeiros Neto localizaram Clériston Ferreira dos Santos na Rua Renero Bispo, no bairro Planalto II.

O mandado foi cumprido por volta das 14h45.

Polícia Civil afirma que investigado confessou autoria

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil da Bahia, após o cumprimento do mandado, Clériston foi ouvido formalmente. A oitiva foi registrada em áudio e vídeo e anexada ao Inquérito Policial nº 94933/2026.

De acordo com a Polícia Civil, durante o depoimento, Clériston Ferreira dos Santos, o “Adriano”, confessou a autoria dos crimes investigados.

Ele é investigado pela morte de Jonas Silva dos Santos e pela tentativa de homicídio contra Raylan Mercês Pereira.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá concluir as diligências necessárias para esclarecer integralmente a dinâmica, a motivação e demais circunstâncias do crime. A responsabilidade criminal será posteriormente submetida à análise do Poder Judiciário.

Por: SESSÉ GUIMMAS / MDD



Fonte: Medeiros Dia Dia